Concepções de rede e estratégia na atenção psicossocial: diferenças, contradição e (inter)conexões

Maico Fernando Costa

Resumo


Propomos com este trabalho um diálogo sobre a interface Rede e Estratégia na Atenção Psicossocial, no tocante as práticas de escuta aos sujeitos do sofrimento. Perguntamos se nos é válido atuar sob as proposições de Rede, ou de Estratégia na Atenção Psicossocial. Esse será o nosso ponto de partida para problematização dos Modos de Produção que operam nesses conceitos, e, o conflito entre os paradigmas que norteiam as práticas de trabalho neste contexto. É devida a fundamental clareza paradigmática, para que possamos apreender os efeitos de nossas participações como trabalhadores nos processos de saúde-adoecimento-Atenção no campo da Saúde Mental Coletiva. As legislações regulamentadas nos fornecem subsídio para uma prática de Atenção, não tão alienante junto aos sujeitos em seus impasses psíquicos. Assim, é de extrema urgência que levantemos algumas lebres desses textos que versam sobre as Redes, como forma de ultrapassar os protocolos, sem deixarmos é claro de nos servir deles. A ideia de Rede na Saúde Mental e no campo da Saúde como um todo, legitimada nos textos acadêmicos, deriva de uma inscrição regulada em normativas, artigos e incisos pelo Estado; sinaliza o que está dado, e, a rigor, está em execução, é fortuita para que possamos agir com as táticas que derivam da Estratégia Atenção Psicossocial. Na construção de dispositivos que se operacionalizarão dos buracos deixados pelo Paradigma Hospitalocêntrico Medicalizador, a Ética do Sujeito do Inconsciente principia assegurar um indivíduo (mais o inconsciente) capaz de criar vínculos múltiplos, a partir da implicação subjetiva e sociocultural no território.


Palavras-chave


Rede; Estratégia Atenção Psicossocial; Saúde Mental Coletiva; Sujeito.

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